terça-feira, 3 de novembro de 2009


"Morar no exterior é bom, mas é uma merda... Morar no Rio é uma merda, mas é muito bom!" Antônio Carlos Brasileiro Jobim

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cotidiano Estudantil


"Livro, silêncio, computador, internet, solidão

Só ouço o barulho de alguns carros que de vez em quando passam na rua

Inquietude, solidão, frio, vontade de comer...

Passa, tempo, passa!

Não! Espera... Tenho prova, tenho que estudar...

Ai, ai! Vida..."


Laura Ribeiro

O que é isto?


"É amor
É necessidade
É saudade
É dor

É a alegria
Da sua companhia
Hoje ausente
Mas sempre presente

É a certeza, não obstante
Dos seus beijos e abraços
Agora escassos
No futuro abundantes. "


Poesia: Laura Ribeiro
Foto: Juan Dias

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

EU em palavras de Fernando Pessoa


Quero, terei —

Quero, terei —

Se não aqui,

Noutro lugar que inda não sei.

Nada perdi.

Tudo serei.


- Fernando Pessoa

sábado, 17 de janeiro de 2009

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure


Vinicius de Moraes

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Repetidamente um fenômeno tem chamado a atenção de professores estrangeiros que vêem lecionar no Brasil: por que nossas crianças estão entre as mais inteligentes do mundo e nossos universitários entre os mais burros? Como é possível que um ser humano dotado se transforme, decorridos quinze anos, num oligofrênico incapaz de montar uma frase com sujeito e verbo? É fácil lançar a culpa no governo e armar em torno do assunto mais um falatório destinado a terminar, como todos, em uma nova extorsão de verbas oficiais.

Difícil é admitir que um problema tão geral deve ter causas também gerais, isto é, que não pertence àquela classe de obstáculos que podem ser removidos pela ação oficial, mas àquela outra que só nós mesmos, o povo, a "sociedade civil", estamos à altura de enfrentar, não mediante mobilizações públicas de entusiasmo epidérmico, e sim mediante a convergência lenta e teimosa de milhões de ações anônimas, longe dos olhos turvos da nossa vã sociologia.
(...)
Não há nada mais consternador do que uma inteligência sem cultura, despreparada, nua e selvagem que se nutre do último vient-de-paraîte e arrota uma sucessão de perguntas cretinas onde a sofisticação pedante do raciocínio se apóia na mais grosseira ignorância dos fundamentos do assunto. Acrescente-se a esses ingredientes a arrogância juvenil estimulada pelas lisonjas demagógicas da mídia, e tem-se a fórmula média do estudante universitário brasileiro. É impossível discutir com ele. Quando a mente assim deformada entra a produzir objeções numa discussão, seu interlocutor culto e bem intencionado, se não é muito enérgico no emprego da vara-de-marmelo, leva desvantagem necessariamente: quem pode vencer um debatedor tenaz que, confiante na aparente correção formal do seu raciocínio, está protegido pela própria ignorância contra a percepção da falsidade das premissas? Com um sujeito assim não cabe a gente argumentar. Cabe apenas transmitir-lhe as informações faltantes -- educá-lo, em suma. Mas, precisamente, ele não vai deixar você educá-lo, porque a ideologia de rebelde posudo que lhe incutiram desde pequeno o faz pensar que é mais bonito humilhar um professor do que aprender com ele. Eis como o menino inteligente se transforma num debatedor idiota, vacinado para todo o sempre contra qualquer conhecimento do assunto em debate.
(...)
Se queremos preservar e desenvolver a inteligência do nosso povo, em vez de a esfarelar em tagarelice estéril, o que temos de importar não é a novidade: é toda a História, é todo o passado humano. Temos de espalhar pelas ruas, pelos cartazes, pelos monumentos, pelas livrarias e pelas escolas as lições de Lao-Tsé e Pitágoras, Vitrúvio e Pacioli, Aristóteles e Platão, Homero e Dante, Virgílio e Shânkara, Rûmi e Ibn 'Arabi, Tomás e Boaventura.

Quem, antes de fortalecer a inteligência juvenil com esse tipo de alimento, a perturba e debilita com novidades indigeríveis, é nada menos que um molestador de menores, um estuprador espiritual. E, se o faz com intuito político ou comercial, o crime tem ainda o agravante do motivo torpe."

Olavo de Carvalho - A Origem da Burrice Nacional

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Quanto ao MST, com uma das mãos recebe dinheiro do Exterior e com a outra vai atacando e desmantelando a estrutura agrária brasileira até o ponto em que as fazendas se tornam inviáveis e têm de ser vendidas a firmas estrangeiras. Você já notou que nenhuma propriedade americana foi invadida até hoje pelo MST?"

Olavo de Carvalho - Resposta a Carta de uma estudante

quinta-feira, 30 de outubro de 2008


"I still hear your voice, when you sleep next to me.
I still feel your touch in my dream.
Forgive me my weakness, but I don't know why.
Without you it's hard to survive.


Cause every time we touch, I get this feeling.
And every time we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this
to last.
Need you by my side.
Cause every time we touch, I feel this static.
And every time we kiss, I reach for the sky.
Can't you feel my heart beat slow
I can't let you go.
Want you in my life.

Your arms are my castle, you heart is my sky.
They wipe away tears that I cry.
The good and the bad times, we've been through them all.
You make me rise when I fall.

Cause every time we touch, I get this feeling.
And every time we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.
Cause every time we touch, I feel this static.
And every time we kiss, I reach for the sky.
Can't you feel my heart beat slow
I can't let you go.
Want you in my life.

Cause every time we touch, I get this feeling.
And every time we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side."

Cascada - Every time we touch

terça-feira, 28 de outubro de 2008

"Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que salva o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com infinito amor."

Dom Eugenio Sales, arcebispo do Rio de Janeiro - 02/02/2008